terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

1ª Zanga – Como lidar com ela?


A 1ª zanga constitui sempre um momento desagradável. Já passou por isso? Quem não passou? Veja a seguir a minha visão sobre o tema e como acho que devemos lidar com esse momento.

De longe a longe, lá surge uma relação especial com alguém diferente dos demais. Conhecemos aquela pessoa que se revela excelente a todos os níveis, ficámos constantemente admirados por tudo o que vamos descobrindo dessa pessoa ser inteiramente do nosso agrado, até que surge algo que não nos agrada. Costuma-se dizer que depois da tempestade vem a bonança, mas o contrário também sucede.

Ninguém é perfeito neste mundo, isso é certo e sabido e na verdade o que nos distingue um dos outros é a distância que nos separa dessa perfeição. Nuns casos é pouca, noutros é gigantesca e depois há sempre os olhos de quem nos vê. Se nos virem com bons olhos é uma coisa, se nos virem com outros ai a história já muda.

Quando a 1ª zanga surge

Finda esta introdução vamos ao tema de hoje. Tudo corre bem, a pessoa é incrível e de um momento para o outro algo de mau acontece e as coisas mudam. Pode ser por algo insignificante ou algo importante, mas o que é certo é que chegou o momento em que a zanga surge e cada um limita-se a defender sua dama, e não há maneira de um entender ou aceitar a maneira de outra ser/agir e vice-versa claro. Sentimo-nos ofendidos por aquela pessoa ter falado daquela maneira, ter dito aquilo, ter feito o que fez entre outros sentimentos passíveis de sentirmos nestas horas.

Entrámos naquela situação limite em que um se encontra num pólo oposto ao do outro, um no 8 e outro no 80.

Como podemos reagir

Como sabemos não há pessoas iguais, pelo que cada um reage à sua maneira. Vai com a personalidade, o passado, estado de espírito, e outras condicionantes que tanto nos podem fazer reagir bem como pessimamente mal (ou algo entre os dois extremos).

É certo que com a idade e experiências que vamos tendo nas nossas vidas, torna-se cada vez mais complicado esperar o melhor de alguém e desse modo fica cada vez mais complicado fazermos algo mais para além do mínimo, do indispensável.

“Vês afinal era como os outros, bye-bye”. Certamente este tipo de pensamento vem à nossa cabeça nestas alturas, afinal aquela pessoa não parece ser tão diferente de todas as outras que conhecemos até então, e naquele momento o estado de graça como que desaparece, e os olhos com que víamos a pessoa deixam de existir, sendo substituídos por outros.

Na verdade considero que algumas das pessoas se alimentam (sem se aperceber) da miséria, de coisas tristes, dai só esperarem o pior de cada situação e momento.
Vivemos tempos muito difíceis e ou temos alguém ao nosso lado que nos preenche por completo, ou mais dia, menos dia vamos ganhar aquela tendência para dramatizar tudo.

A voz da experiência diz para termos calma, para sermos mais racionais e menos impulsivos, para darmos um passo atrás e procurarmos ver a situação de uma perspectiva diferente da nossa, quiçá pela perspectiva da outra pessoa. Quem sabe não chegámos à conclusão que não havia motivo para pensarmos assim, que vale a pena dar o beneficio da duvida e mais importante ainda que o que fez não foi nada de mais, apenas o receio de que essa pessoa nos vá desiludir como as outras nos levou a melhor.

Dica do dia

Existem muitas maneiras de reagir, e nem todas da melhor maneira. O que posso sugerir é que procurem ter calma, procurem dramatizar menos, procurem não reagir a quente e sobretudo se a relação é nova, evitem criar vícios como não serem sinceros e honestos com essa pessoa logo que se apercebam que está ali algo que pode ser especial (seja para uma amizade ou algo mais isso não importa), bom e gratificante para os dois.

De cada vez que um receio/dúvida sobre essa pessoa vos assola a mente, e vocês não confrontam essa pessoa para no fundo procurar apaziguar vossos receios/duvidas, vossa mente vai começar a criar hipóteses, como se diz normalmente nestas situações “fazer filmes”.
Como podem imaginar, isso não é maneira de agir. Podemos fazer o filme mais estapafúrdio e mirabolante que há, para depois chegarmos à conclusão que não era nada daquilo que estávamos a imaginar e que afinal não era nada de mais.

Imagine você que suas atitudes, seu comportamento é ditado pelo “filme”que fez, e que algures mais tarde chega à conclusão que afinal não era nada do que pensou. A probabilidade de entretanto ter feito algo que tenha piorado as coisas é grande e por vezes acaba sendo impossível voltar atrás.
Está a ver o perigo que é fazermos filmes, andarmos a tentar adivinhar as coisas? Se pensar bem, verá que esta prática não traz qualquer vantagem muito pelo contrário até.

Não se preocupe em dar parte fraca, vá ter com essa pessoa e de uma forma calma e ponderada, procure esclarecer tudo. Se o fizer desse modo não estará a dar parte fraca acredite, estará apenas a fazer a coisa certa.

Se por outro lado a pessoa revelar não ser aquilo que parecia não desanime, seu pensamento ai terá que ser algo do género “é igual aos outros, que se dane..não vou ficar aqui mal por causa dessa pessoa,…”, não se deixe ir abaixo, afinal você já está mais que habituada a pessoas assim não é mesmo? Por isso para quê desperdiçarmos nosso tempo? Não vale a pena pois não?

Siga a sua vida normalmente e já sabe, quando voltar a surgir outra pessoa que aparenta ser especial, não a faça pagar pelos pecados dos outros, é como num julgamento onde a pessoa é inocente até prova de contrário.
Dê também o beneficio da duvida a essa pessoa, ou seja, enquanto ela não fizer nada de errado, não a faça pagar pelo que não faz e trate-a pelo que ela é e não pelo que você tema que possa vir a ser. Quem lhe garante que esse dia chegará? ;)