
Vivemos na era das tecnologias de informação. Enviar uma mensagem via telemóvel, ou enviar um mail passou a ser um acto normal no nosso dia a dia. Mas como era dantes? Descubra a seguir.
Antes de mais tenho uma confissão a fazer. Embora seja da geração que viu estas tecnologias crescer até ao que é hoje, antiquado ou não sou dos que preferem 1000 vezes uma carta a um mail.
Antigamente não havia telemóveis como há hoje nem havia Internet, no máximo as pessoas comunicavam usando o telefone da casa, mas mesmo isso não era muito usado. As pessoas quando não podiam estar juntas pessoalmente, trocavam correspondência. E como mesmo computadores pessoais era algo que nem todos podia ter, recorria-se às cartas e sobretudo escrevia-se à mão.
Quem não se lembra da quantidade de papel que ficava no caixote do lixo até a carta estar como queríamos? Eu lembro-me bem.
Não sei se vocês pensam o mesmo que eu, e perdoem-me o uso de uma palavra que provavelmente nem existe no dicionário, mas sinto muita mais “pessoalidade” numa carta do que num e-mail.
Quer queiramos quer não perde-se muito menos tempo a escrever um mail do que uma carta, e o simples facto de demorar muito mais tempo, faz com a nossa entrega à escrita. Pensámos muito mais no que estamos a escrever e isso traz qualidade, conteúdo, carácter ao conteúdo da carta, enfim a tal “pessoalidade” à coisa.
Enviámos mails por todo o motivo e mais algum e mesmo quando o conteúdo do mail equipara-se ao de uma carta de há 10/15 anos atrás, este não tem a mesma riqueza, o mesmo valor, o mesmo peso.
Isso é um ponto, outro ponto e esta acaba por ser a razão deste artigo, fruto de uma sugestão da visitante “Cris” é a própria despedida do mail.
Que quero dizer com isto?
A própria maneira como nos despedimos num mail, raramente é como era antigamente. Aquela cortesia que havia antigamente quando escrevíamos cartas e como as acabávamos, está paulatinamente a desaparecer, ou se quisermos a sofrer uns ajustes que a tornam diferente.
Expressões como “Fica bem”, “Porta-te mal”, “Bj”, e outras mais são usadas presentemente.
E que tal um simples “Beijinhos”? Que vos parece?
Nem sempre conhecemos muito bem a pessoa com quem estamos a trocar mails, muitas vezes conhecemo-las recentemente (pois é certo e sabido que chega a um ponto que a troca de mails entre essas pessoas termina, a menos que se encontrem a uma grande distância um do outro) e nesses casos geralmente queremos tudo menos dar a ideia errada.
Por isso, acreditem que um simples “beijinhos” acaba por ser das melhores despedidas (isto entre pessoas de sexos diferentes como é obvio) que podem usar.
É cordial, socialmente perfeitamente aceitável e constitui uma forma de despedida perfeitamente enraizada na nossa cultura.
Mas e se ele/a ficam com a ideia errada?
Alguns de vocês podem pensar isso e na minha opinião é uma dúvida perfeitamente legitima, podemos não querer dar a ideia errada, podemos pensar que ao despedirmo-nos assim estamos a dar a ideia errada.
Na verdade estão a ver um problema onde ele não existe.
Ninguém vai ficar com a ideia errada se se despedirem desse modo, a única possibilidade de isso acontecer é o conteúdo do mail dar essa ideia e ai a história já é outra.
Minha dica de hoje é apenas esta, revejam vossa maneira de despedir, nem tudo o que é velho é mau e nem tudo que é novo é bom.
Pessoalmente não gosto de mails reenviados, mensagens copiadas de algures. Gosto daquilo que vem da própria pessoa, dou-lhe muito mais valor.
É por essas e por outras que a melhor prenda de Natal que me podem dar é um postal com algo escrito pela própria pessoa. Não tem que ser elaborado, tem apenas que ser algo que eu sei que vem daquela pessoa.
Experimentem enviar uma carta por correio aquela pessoa especial (basta ser um bom amigo), vão ver que o valor dado será bem diferente para melhor, do que se tivesse enviado via mail.
Revejam a própria despedida, tentem dar mais conteúdo e valor às vossas conversas, afinal só vivemos uma vez.
E como me despeço nas outras situações?
Claro que não podemos despedir com “beijinhos” a todo o mundo, isso é mais que óbvio.
Aqui vai algumas dicas para esses casos:
- Se for um assunto profissional (com advogados, contabilista, …): “Com os meus melhores cumprimentos”
- Se for de homem para homem (sobretudo entre amigos) nada melhor que um: “Abraço”
Não mandem é um abraço a uma senhora, duvido que a senhora queira ser abraçada por alguém que mal conhece.
Outra despedida a evitar quando se conhece mal a outra pessoa é algo como “Grande beijo” e outras variantes. Além de ai sim poder dar uma ideia errada à outra pessoa, poderá também dar uma imagem errada e sobretudo pouco famosa de si, e isso é ainda pior do que dar a ideia errada.
Tem alguma ideia sobre o tema? Partilhe connosco.
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Há 2 dias

1 comentários:
eu ja aboprdei isso tanta vez... thta makes two of us... a carta, o selo, o papael... e as pavras... tao belo... felizmente ainda existem os CTT. ja sabes a quem mandar cartas ;)
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