terça-feira, 17 de Novembro de 2009

1000 visitantes - Obrigado


Apesar de ter estado uns meses sem escrever, foi com grande satisfação que constatei o atingir de um pequeno marco especial, 1000 visitantes.

Tenha ou não gostado do que leu, só tenho a agradecer a sua visita ao blog As Dicas do Mauro, esperar que tenha gostado do que leu e que volte mais vezes.

Mais uma vez muito obrigado a todos.

5 dicas de segurança - Redes Sociais


Após lançar o termo com o artigo Redes Sociais - O fenómeno vou agora deixar algumas dicas:

1 - Informações pessoais, nunca exponha informações pessoal em nenhuma rede social que entre. Rede social tem como objectivo partilhar informação online com outros utilizadores, mas nunca informação pessoal. Entende-se por informação pessoal nome completo, data nascimento, endereço, contactos, entre outros.

2 - Com o tempo e o avançar das redes sociais, vai sendo dado mais controlo ao utilizador, e não se faça rogado, use esse controlo que é colocado à sua disposição. Pode limitar a visualização de determinados conteúdos à sua rede de amigos, impedindo que outsiders que não conhece, vejam aquele conteúdo.

3 - Com o aumento das redes sociais, também aumentam os perigos associados a elas. Nunca clique em links sem antes confirmar a sua autenticidade. É muito fácil a alguém criar uma conta numa rede social, e rechea-la de links para sites maliciosos.

4 - Quantidade não é a mesma coisa que quantidade e nas redes sociais temos bons exemplos disso mesmo, veja por exemplo o hi5 em que um usuário consegue ter milhares de amigos adicionados. Quantos efectivamente conhecerá desses milhares? Quantos mais amigos tiver, maiores as chances de de incluir pessoas estranhas que podem não ter intenções boas e com as informações suas que passam a ter acesso, nunca se sabe o que podem fazer com elas, muito cuidado.

5 - Cuidado com as mensagens que recebe pelas redes sociais, nem sempre aquilo que parece é. Pedidos de encontros, ajudas financeiras, tenha muito cuidado, pois agarrados a esses medidos podem vir páginas contaminadas com malware e outras fontes potenciais de perigo.

Tenha em atenção esta e outras recomendações e já sabe divirta-se, mas com cuidado.

Redes Sociais - O fenómeno



Temos assistido já neste século a um boom enorme na área das tecnologias de informação, com novos produtos e conceitos a serem lançados a toda a hora e a ideias que do nada se tornam num fenómeno global. Já não é só Google, Yahoo e outros, mas também (entre outros) Youtube, Hi5, Myspace, Facebook e mais recentemente Tweeter.

As novas tecnologias vieram por qualquer canto do mundo à distância de um clique, vieram aumentar desmesuradamente a velocidade com que a informação é transmitida e veio de certo modo criar uma nova subcultura totalmente, aquilo a que podemos chamar se quiserem a “Geração Web”.

Miúdos com 10 anos (ou até menos) já têm telemóvel, já tem um portátil (ainda há 5 anos atrás ter um portátil ainda não era para qualquer um) e com a facilidade e rapidez de uso que a Internet de hoje nos permite, o limite está na mente de cada um.

Por um lado vemos os miúdos grudados na Internet a jogar um jogo qualquer com milhares de outros utilizadores espalhados pelo mundo fora, e embora não façam nem diga nada entre eles fora do contexto do jogo, não deixa de me fascinar a ideia de em qualquer momento estarmos a interagir com alguém que está no outro lado do mundo, esse lado da tecnologia eu adoro.

Na minha juventude, praticamente tudo o que era brincar era feito na rua, jogar à bola, as meninas jogar à macaca, os meninos com aqueles carrinhos pequenos da Majorete a fazer pistas com tacos e andar ali uma manhã inteira a brincar, jogar ao berlinde, etc, etc. Acho que a maioria dos miúdos de hoje nem sabem o que isso é e francamente não sabem o que perdem. Cada vez mais temos crianças obesas, crianças sedentárias, pois tudo aquilo que elas pensam precisar está à distância de um clique. Não pretendo neste artigo entrar nesta questão, pois teria muito que dizer, apenas queria realçar as enormes diferenças que surgiram em apenas meia dúzia de anos.

Redes sociais

Aquele que é talvez a maior mudança que as novas tecnologias de informação vieram trazer, é mesmo as chamadas Redes Sociais, nome janota para um verdadeiro fenómeno de escala global. Com o surgimento dos blogs, dos Hi5, Facebook, MySpace, Twitter e outros, foi posto nas mãos dos utilizadores a chave do mundo. Agora qualquer um pode ir onde quiser, pode ser o que quiser, pode falar do que quiser, sem receio de ser julgado por isso, sem medo do quer que seja, pois esta nova forma de comunicar pode se o utilizador assim o entender ser cega, ou seja, ninguém saber quem disse aquilo, quem escreveu aquilo e isto eu chamo de poder. É um poder que nunca antes existiu e com ele vêm novas oportunidades, novos desafios, novas fronteiras, mas também novos perigos.

Mas nem tudo é azul

Como é óbvio uma mudança tão grande não pode trazer apenas vantagens, já falei das maneiras totalmente diferentes como as crianças de agora passam o seu dia a dia por comparação com a geração anterior, sinto que o sedentarismo aumentou, que em a violência aumentou, pois hoje em dia é muito mais fácil a qualquer criança ter acesso a material violento sem qualquer controlo parental. Penso que o desafio maior no que toca às Redes Sociais está aqui, em conseguir minorar os perigos desta novo mundo, sobretudo para aqueles que ainda não tem estrutura mental para saber separar o que é bom, o que é aceitável, o que é recomendável do que é inaceitável, saber evitar os perigos e tentações que esta nova realidade veio trazer.

Onde isto vai parar

Não tenho duvidas que ainda não vimos nada, que ainda estamos na infância deste novo mundo, por cada dia temos milhões e milhões de pessoas no mundo a usar estas plataformas, vemos as vantagens e as fontes de perigo a aumentarem exponencialmente, vemos cada vez mais novas formas de uso a serem dadas à internet, lá está à distância de um clique e a tendência é apenas uma, continuar por este caminho. Onde isto vai parar? Pergunto isso a você caro leitor.

Onde acha que isto vai parar?

sábado, 27 de Junho de 2009

O Rei do Pop morreu


Foi uma notícia totalmente inesperada. Michael Jackson faleceu aos 50 anos de idade.

Ficará para a história como o melhor artista pop de todos os tempos, e o seu álbum Thriller com as suas 100 milhões de cópias vendidas, como o álbum mais vendido de sempre e “Billy Jean”, como a melhor disco song de todos os tempos.

Estamos a falar de um ícone do século XX e provavelmente no cantor mais conhecido de sempre a nível mundial.

No entanto Michael Jackson não era apenas conhecido pelos seus dotes artísticos, mas também pelo escândalo de pedofilia em que esteve envolvido e pela mutação física que sofreu, mutação essa que quem sabe, que terá contribuído de algum modo para a sua morte (comentava-se que padecia de cancro), embora entretanto tenha surgido a hipótese do ataque cardíaco ter sido causado por overdose de medicação .

No que toca a estes dois pontos não tenho minimamente conhecimento de causa para opinar e nem quero, embora certamente sejam coisas que não se podem ignorar, tal o peso que têm.

Estou aqui apenas e só pelo seu lado artístico.

Era um artista fenomenal, daqueles que não tem apenas meia dúzia de sucessos, mas sim de alguém que durante mais de 3 décadas esteve constantemente na crista da onda a redefinir limites e renovar o seu estatuto de rei do pop.

Não posso dizer que sou o maior fã do mundo dele (longe disso), afinal tenho apenas os 2 últimos álbuns dele, mas sinceramente gostava muito dele como artista, das musicas, dos videoclips, daqueles “dancing moves” que o tornaram tão célebre e sobretudo do facto de mesmo musicas já com mais de 20 anos, ainda hoje soarem tão bem com soam, tão actuais.

O tempo não perdoa e avança a uma velocidade assustadora, nos últimos anos temos visto muita gente famosa a deixar este mundo, não que sejam mais importantes que qualquer outra pessoa, mas mostram-nos que o mundo não pára e que a vida como a conhecemos pode mudar muito rapidamente e que estamos aqui apenas de passagem e não eternamente.

Tenho mesmo muita pena deste acontecimento, pois apesar de já estar na casa dos 50, ainda tinha esperanças de ver novos álbuns dele, novos videoclips mirabolantes, novas canções que não saem do ouvido e espectáculos incríveis. Faleceu a 1 mês de realizar 1 de 50 concertos que tinha planeado realizar, em honra do meio século de vida que atingiu, dizia que iam ser os últimos concertos da sua vida e que se ia retirar, mas a fé em que isso não fosse verdade mantinha-se.

Não vou terminar isto com as despedidas de circunstância típicas destas alturas, com o RIP e afins (não que tenha algo contra claro), vou apenas acabar quase como comecei..tenho muita pena que tenhas partido..como tu certamente não haverá outro..

segunda-feira, 6 de Abril de 2009


Marley e Eu

Recentemente fui ao cinema ver o filme Marley e Eu, e acabou saindo um filme extremamente interessante e bom de ver, com 2/3 mensagens a reter.

Pequeno resumo


O filme baseado num livro com o mesmo titulo conta a história de Jenny e John, um casal recém casado, vivendo o início apaixonado de sua vida conjugal. Ambos são escritores de jornal, mas com sucessos diferentes, enquanto Jenny é uma critica de cinema de grande sucesso, John escreve apenas sobre noticias locais.

Este casal tinha algumas coisas em comum, como terem tido cachorros de grande porte na sua infância, gostarem os dois de Bob Marley e claro terem um grande amor um pelo outro.

A uma dada altura, para adiar por mais uns tempos a questão de terem filhos, John oferece a Jenny um cachorro (raça labrador). De uma ninhada é escolhido o mais pacato, que de pacato acaba por não ter nada.

John decide dar o nome Marley ao cão. Marley ra um cão como não havia outro nas redondezas: arrombava portas, esgadanhava paredes, babava-se todo por cima das visitas, roubava roupa interior feminina e abocanhava tudo a que pudesse deitar o dente, de nada valendo os tranquilizantes receitados pelo veterinário.

Achando que conseguiram com sucesso tomar conta de Marley decidem ter um filho.
Não foi preciso muito tempo para que Jenny viesse a engravidar. O início da gestação correu bem, mas na quinta semana, durante os primeiros testes se descobriu que o feto estava morto.

Marley foi uma importante ajuda nesta altura, mas acabou sendo adestrado, por decisão do casal, visto que não havia maneira de acalmar a genica de Marley. Tudo foi tentado, até levar Marley para uma escola de boas maneiras, sem sucesso pois Marley foi expulso (uma das cenas mais hilariantes do filme) da escola.

Entretanto o casal decide tentar novamente ter um filho, mas desta vez o sucesso demora a chegar e com o trabalho no jornal, o stress de tentar ter novo filho, a tarefa gigantesca de cuidar de Marley acabam por ser demais para o casal e o casamento começa a sofrer com isso. Ai, John decide tirar umas férias com Jenny e acaba tudo correndo bem, pois Jenny volta grávida e o casal melhor que nunca.

Desta vez tudo corre bem, e Patrick nasce para alegria do casal. O único receio do casal é que Marley rejeite Patrick, mas tal não acontece e imediatamente Marley aceita Patrick muito bem.

No que toca ao trabalho Jenny era muito mais bem sucedida, e John apenas atinge o sucesso quando começa a escrever crónicas à volta de Marley. John tinha um grande amigo colega de faculdade, que optou por se dedicar por completo à carreira, tendo enorme sucesso nisso.

Com o desenrolar da história mais 2 filhos acabam por surgir e ai, com 3 filhos para criar, misturado com as constantes asneiras que Marley apronta, a relação entre o casal começa a deteriorar-se de forma drástica, com constantes discussões em que Jenny diz ser ela a fazer tudo, e que John faz pouco (pois após ter o 1º filho, Jenny decidiu abandonar seu trabalho e dedicar-se por completo à família, enquanto John fazia sucesso com sua coluna no jornal), apesar de tal não ser verdade, pois John esforça-se como pode.

Durante uns anos, quando chegava a casa, John ficava 5 minutos dentro do carro antes de entrar em casa, no fundo a lamentar-se da vida que acabou tendo. Enquanto o seu melhor amigo, aparece nos jornais com as melhores histórias, ao ponto de ser contratado por New York Times,John sente por um lado um vazio por não estar no lugar do seu amigo, a ter a vida e sucesso que este tem.

Posteriormente, John recebe um convite extremamente interessante de um grande jornal, convite esse que não aceita pela família. Mas Jenny decide apoiar seu marido e a família acaba mudando para a uma cidade, onde John terá oportunidade de ser o repórter que sempre quis ser, mas sem sucesso. Habituado à escrita de colunas, John não consegue adaptar-se ao tipo de escrita necessário para um repórter, enquanto a nível pessoal as coisas verdadeiramente melhoram.

Mas a história principal centra-se em Marley. Marley sempre foi um autêntico desastre, daqueles cães que destruía tudo o que aparecia à frente, mas independentemente disso era amado pela família que o acolheu, no entanto na pior altura, na altura em que Jenny e John estavam a passar uma enorme crise no seu casamento, Marley foi apontado como culpado ao ponto de Jenny fazer um ultimato a John.. ou ela ou Marley.

No entanto isso acaba por não acontecer e Marley continuou na família. Os filhos deste casal simplesmente amavam o cão e com o tempo a passar, Marley foi ficando velho e o filme acaba tendo um final extremamente emocionante e triste, com Marley a morrer de velhice.

As mensagens do filme


Como disse o filme acaba passando algumas mensagens, que tentarei falar a seguir.

A 1ª tem a ver com as escolhas que fazemos na vida, e as consequências que estas têm. John e seu melhor amigo (não me lembro mesmo do nome da personagem no filme) tiraram o curso de jornalistas na mesma altura, foram colegas e ambos partilhavam o mesmo sonho, serem repórteres de sucesso num dos maiores jornais do mundo.

Mas enquanto o melhor amigo de John seguiu seu rumo e tornou-se um repórter de grande sucesso, John casou-se cedo, teve 3 filhos e acabou tendo uma vida completamente diferente da que sonhou ter.

A 2ª mensagem tem a ver com Jenny. Apesar de ser extremamente bem sucedida no seu trabalho, após ter o 1º filho, decide largar tudo e dedicar-se completamente à família e aos seus filhos. A dada altura com filhos para cuidar, marido ausente em trabalho e as constantes asneiras de Marley, Jenny perde-se. Constata que deixou de ser a mulher que era, e que deixaram para trás coisas que eram boas para os dois, e o casamento acaba por sofrer um pouco por isso, mas sem grande mal, pois sobrevivem a isso e saiam mais fortes enquanto familia.

Por fim Marley. O filme acaba com uma descrição fenomenal do que é ter um animal de estimação como Marley nas nossas vidas, fala de coisas que nós tomamos como certas e nem nos apercebemos.

Não consigo lembrar-me de tudo o que foi dito, mas houve coisas que jamais esquecerei. Estejamos nós bem ou mal o Marley (ou qualquer outro animal de estimação) está sempre lá, sempre ao nosso lado, sempre pronto para brincar connosco, para nos fazer companhia, para nos dar conforto naqueles dias mais difíceis e para brincar quando nos estamos bem e felizes. Está sempre ali, aconteça o que acontecer.

Não quer saber se somos altos, baixos, gordos, magros, bonitos, feios, bem sucedidos, mal sucedidos, não interessa como somos ou quem somos, Marley estará sempre lá aconteça o que acontecer.
E isto acaba sendo uma verdade muito forte, que nós nem nos apercebemos.

Eu identifiquei estas 3 mensagens no filme, e neste caso todas elas têm uma coisa em comum, Marley. Marley esteve sempre lá e apesar de todas as asneiras que aprontou (e acreditem foram muitas, o cão era mesmo um desastre), Marley para Jenny, John e seus filhos era o melhor cão do mundo.

Outras ilações que podemos tirar

A mensagem principal tem a ver com Marley, mas as outras também são importantes. Para a maioria de nós, a vida acaba nunca sendo aquilo que imaginámos ou sonhamos. Tomámos opções, fazemos escolhas que acabam por nos desviar por completo daquilo que queríamos, e quando nos damos conta anos passaram e vemos-nos a ter (em muitos casos) uma vida igual a tantos outros e acabámos por sentir esse facto e não reagir bem, como Jenny e John demonstraram.

Mas depois se formos a ver e embora tenhamos acabado por não ter aquilo que pensávamos querer, em muitos casos aquilo que temos a nossa volta, é muito mais e melhor do que poderíamos imaginar. Podemos não ter o sucesso que sempre ambicionamos, ou ter o estilo de vida que queríamos e por ai fora, mas se calhar..se calhar..aquilo que temos vale mais, muito mais do que qualquer outra coisa e reparámos que não temos dado valor nenhum a isso, a tal velha história de tomar algo ou alguém como certo.

Podemos ver isto pelo Marley, Marley esteve sempre lá, esteve em todos os momentos da vida de Jenny e John enquanto marido e mulher, mas o tempo não perdoa e Marley envelheceu e acabou por morrer.

A dica do dia


Nem todos gostámos de animais, mas para os que gostam lembrem-se do que disse à bocado, do que eles são e fazem por nós e tentemos ser um pouco como eles nas nossas vidas, quem sabe assim ficaremos melhores pessoas, melhores pais, melhores filhos, melhores amigos, melhores companheiros.

A vida passa tão depressa que quando nos damos conta anos passaram, e muita coisa se perdeu, porque estamos sempre à espera de mais e melhor e não damos valor ao que temos, nem vivemos/gozámos devidamente.